Não é Não!

6 de março de 2020

Causa e efeito

Desde o início da década passada, a discussão de temas como homossexualidade, racismo, xenofobia, intolerância religiosa e feminismo são colocados em pauta de forma corriqueira. Seja por algum acontecimento ocorrido em outro país ou até mesmo um relato de alguém próximo. As redes sociais são onde esses assuntos mais aparecem de forma orgânica, colocando seus usuários para pensar nesses assuntos de modo que eles sempre sejam debatidos.

A luta pela igualdade da mulher na sociedade não é diferente. Todos os dias somos bombardeados de relatos envolvendo total desrespeito às mulheres. Em pleno século 21, ainda temos vários casos absurdos referentes ao tratamento da figura feminina perante uma sociedade ainda conservante de costumes medievais.

Com a proposta de dar visibilidade a causa e propagar o uso das tatuagens como instrumento contra o assédio, o Instituto Iris e o Shopping da Bahia realizaram a ação em parceria com o Coletivo Não é Não! e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) entre os dias 17, 18 e 19 de fevereiro.

Mas porque uma Tatuagem?

A tatuagem é umas das formas mais emergentes de expressão, seja para contracultura, marcar algo representativo, uma homenagem ou até mesmo por estética. Como é algo que fica gravado na pele, acaba obtendo um significado expressivo enquanto forma de comunicação e seu objetivo perante a essência do que irá ser compartilhado visualmente. Nos dias atuais, as tatuagens ainda são vistas como forma de rebeldia ou até marginalidade, ou seja, assim como luta das mulheres, se torna algo que detêm uma representatividade a ação da causa.

É importante lembrar que a campanha vai além das datas específicas como dia 8 de março, por exemplo.  O “Não é não” permanece em discussão, principalmente pelo fato aumentar a visibilidade e, deste modo, a campanha tem um impacto social para um tema que possui uma imensa relevância no cenário atual.

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